quarta-feira, 30 de abril de 2014

MANHÃ

Amanheceu...
E uma brisa suave,
Por flores, perfumada,
Meu sono interrompeu.

Na janela entreaberta,
A cortina estremeceu;
E, um raio de sol,
Ainda meio tímido,
A escuridão do quarto rompeu.

Deflagrou-se um bombardeio,
Entre o despertar e o sonhar.
A realidade ou o devaneio,
Quem afinal vencerá?

Meu corpo dilacerado,
Pelo calor do sonho, suado,
Ainda indolente,
Desperta repentinamente.

Coração acelerado,
Um sorriso, no rosto estampado,
Traduz, do sonho, a beleza.
Transmite paz e pureza.


Oh! Manhã ensolarada!
Que este pobre sonhador desperta.
Devolva-me os sonhos,
Na noite enluarada,
Pois, a minha realidade é certa.

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